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Fundado no dia 1º  de abril de 2005 O Kanagawa Ryu Ninpou Dojo é uma escola sem fins lucrativos que tem como objetivo o estudo das artes  e filosofias orientais, bem como formação de novos professores para os diversos projetos que ele possui e o desenvolvimento espiritual dos praticantes do Ninjutsu.
Apesar da sua fundação ser recente, o desenvolvimento da escola acontece desde o ano de 1995 em Campinas na Universidade Estadual de Campinas com a formação de um grupo de alunos da universidade orientados pelo Shidoshi Fred, na época sensei ainda, que praticavam o ninjutsu. Desde o início a prática da modalidade tem se baseado nos princípios tradicionais da arte e não só nos aspectos marciais mas principalmente nos espirituais. Desta forma o trabalho desenvolvido desde 1995 tem sido a mais completa formação dos alunos do Kanagawa Ryu.
O mestre do estilo conheceu a arte através de Yamanashi Shimoda, o 9º representante do clã Kanagawa Ryu no mundo, e com ele aprendeu não só o ninjutsu mas todas as artes relacionadas com a prática do ninjutsu, dentre elas podem citar, as artes de curar, como o shiatsu a acupuntura, artes zen como o Bonsai e a prática do Zazen. Em função desta formação o Shidoshi Fred (shidoshi – significa mestre em japonês) idealizou um Dojo (escola de artes marciais), onde os praticantes pudessem se aprofundar na arte praticando não só o ninjutsu, mas também podendo conhecer todas as vertentes originais da arte, com a Yoga, o Taiji Quan, o Qi Gong, o Tantra, o Karate e o Judo.
Além das modalidades apresentadas o Dojo (como é chamado pelos alunos) oferece aulas de Sânscrito, japonês, filosofia oriental, estudos taoístas e zen budistas trazidas pelos próprios professores como mestres e orientadores de fora do Dojo. Quando existe a possibilidade, os alunos fazem excursões a templos, ou a museus para entender um pouco mais a história e a filosofia da sua origem.
A própria estrutura do espaço é montada de um jeito que permite o melhor desenvolvimento do aluno. A escola possui dormitórios onde parte dos professores e alunos moram repetindo a prática do(s) dojo(s) no Japão, onde são muito mais do que academias e sim um centro de convivência e desenvolvimento espiritual. Apesar de muito parecido o Dojo não é considerado um templo, pois ele não faz parte de uma seita religiosa, mesmo assim as práticas budistas e taoístas são comuns nos moradores locais.


No que concerne ao trabalho social, o Shidoshi Fred acredita que o Ninjutsu ou qualquer outra arte marcial pode ajudar na formação da criança e do adolescente, por isso desde o ano de 2006 tem sustentado um projeto frente às escolas do ensino público de Barão Geraldo. O projeto tem como intenção fornecer bolsas às crianças carentes e interessadas na prática do ninjutsu ou de uma arte marcial que não possui poder aquisitivo para pagar uma academia. Todo semestre os professores e alunos do Dojo participam do processo seletivo.



Em primeiro lugar uma ou duas escolas do ensino médio e fundamental são contatadas,  e oferece-se uma prática ou apresentação do Ninjutsu na hora do recreio ou aula de Educação Física. Em um segundo instante é feito um concurso de desenhos e textos a respeito daquilo que foi apresentado. Tanto os professores do Dojo como da escola, mais uma Arte Educadora escolhem os melhores trabalhos. Em um terceiro instante professores e pais dos alunos selecionados são entrevistados e ficam a par de todo o trabalho desenvolvido no Dojo.
Desde o primeiro ano 30 crianças e adolescentes já passaram pelo processo. Tanto pais como os próprios alunos têm dado depoimentos inspiradores como forma de feedback do projeto. O único problema é que o projeto é sustentado pelos professores do Dojo o que impede uma maior abrangência do mesmo.
Outros projetos estão sendo implementados no Dojo porém ainda em fase experimental e outros em fase embrionária. A escola fica aberta 24 horas por dia, já que os professores e mestres moram no local, e está sempre disposto a receber pessoas para visitas e para as práticas. Ele ainda conta com um consultório onde terapeutas de diversas áreas promovem atendimento aos alunos e praticantes do Dojo.

Judaitosho Frederico Sousa


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